Fui subindo de cargo,
achei que era algo.
Por pensar estar certo, driblei o incerto
e fiquei cego.
Na onda do mar da vida,
pensei que tudo estaria em paz se ali eu estivesse.
Quanto mais auto confiança, mais o meu eu se perde.
Ensoberbece.
Perco.
E faço perder.
Me prendo.
As amarras chegam e silenciosamente me dominam.
Já não tenho mais paz e a distância vira uma sombra
como um peso e um fardo que não existiam.
Uma rasteira.
A cara no chão.
Lembro que sou pó.
Esmiúça minha razão.
E no olhar doce que percebo
me vendo no mar turbulento,
veio me encontrar
e num abraço terno, me perco.
Me perco para me encontrar.
Me perco e me encontro.
Meu rosto ferido pela queda fatal
ouve uma voz amiga aliviando aquele mal.
E então, um convite:
Seja manso. Seja humilde.
Meu coração se refaz e volta a bater
A paz volta a me preencher
Entendo que onde eu ajo, Ele não pode estar.
Preciso escolher: ou Ele ou eu.
Se for pra ficar, que Ele fique.
Se for pra falar, que Ele fale.
Se for para sentir, que Ele faça sentir.
Se for para viver, só se for com Ele aqui.
Se for pra sorrir, que o sorriso dEle se reflita em mim.
E assim, vai-se o orgulho e fica o tudo.
Tudo o que eu realmente preciso para viver.
De mim, nada tenho.
Do pó vim e para ele retornarei.
Ele é Vida, Ele é o tudo.
Me encontrou.
Me encontrei.
Encontrei Deus em mim.

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