a b r a ç o s (Juliana Machado)

eu sempre te amei
eu sempre te valorizei
mas na tua ausência
vi que nunca foi o suficiente 

eu chorei pouco
eu sorri pouco
eu me dei muito pouco
mas não acredito que recebi pouco

tu faz falta
aquelas batidas eu não sinto mais
aquele aperto bom eu nem sei mais
como é? como faz? 

talvez eu tenha me esquecido
talvez eu não tenha percebido 
como você é essencial
e eu jurava que tinha te dado tudo de mim

alguns eu não poderei mais
outros, apenas quando Deus quiser
os de perto pouco posso aproveitar
os de longe, mais longe ficar

caramba! 
que falta me faz
tu era parte integrante do meu amor
como não manifestar esse amor na tua forma? 

sinto tua falta
saudade grita
me aperta e dilacera o peito
uma das minhas linguagens do amor, é o toque

sinto não ser protegida da minha ansiedade
nos meus choros sofridos
sinto não poder comemorar como gostaria
agarrar por alegria

sinto não poder consolar como imaginava
tu dizia mais que minhas palavras
tantas vezes
várias vezes eu não tinha nada, mas tinha tu

que falta faz quando o choro é de alegria
quando é manifestação da doce Presença
quando é força e alento
e até quando é zoeira 

sonho, durmo, acordo
ando, tomo banho apertando-me em amassos
esperando chegar
o retorno dos abraços... 







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